segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Robinho critica, mas a gente só agradece pelo feminismo

 

As vitórias do feminismo vão do direito ao voto até o básico poder trabalhar sem pedir a permissão do marido. (Foto: Getty Creative)

O jogador Robinho segue sendo o assunto nas redes sociais e em boa parte da internet com o que tem dito e feito desde que foi re-contratado (e depois descontratado) pelo Santos, enquanto condenado em primeira instância em um caso de violência sexual na Itália. Na polêmica mais recente, ele reclamou sobre o feminismo, mas a gente, por outro lado, só tem a agradecer por ele. 

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"Infelizmente, existe esse movimento feminista. Muitas mulheres, às vezes, não são nem mulheres, para falar o português claro", disse ele em entrevista exclusiva ao UOL. Não é incomum vermos críticas ao feminismo - especialmente vindas dos homens. No entanto, há um motivo para ele ser um incômodo tão grande para aqueles que não o compreendem: ele tem como objetivo gerar uma mudança significativa na organização da sociedade como a conhecemos hoje. 

Parece que o feminismo surgiu agora, uma palavra que apareceu nos últimos anos, desenvolvida com o único objetivo de colocar homens e mulheres uns contra os outros (ou pior, de gerar um movimento de ódio aos homens). Mas o feminismo é muito mais antigo do que se pensa e, graças à ele, as mulheres conquistaram direitos importantes (senão básicos), ao longo da história. Veja alguns abaixo:

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1.Direito ao voto

Você já ouviu falar do sufrágio feminino? Pois é, depois de anos de luta e busca por mudanças sociais, em 1918 (pouco mais de um século atrás), as mulheres conquistaram o direito de voto na Inglaterra. Esse não foi um movimento simples, nem fácil, porém gigante, e ganhar esse direito significava que, agora, a decisão política não ficava mais só nas mãos de uma parte da população (os homens), mas de toda ela. No Brasil, essa decisão demorou um pouco mais para chegar: as mulheres votam desde 1932, um direito previsto na própria Constituição. Bertha Lutz foi uma das responsáveis pelo movimento sufragista por aqui e conquistou uma cadeira na Câmera Federal, onde continuou lutando por igualdade de direitos entre as mulheres. 

2.Direitos Iguais

Por mais que a prática ainda seja distante disso, foi em 1945 que a Organização das Nações Unidas, um dos órgãos globais mais importantes, assinou uma carta reconhecendo a igualdade de direitos entre homens e mulheres. Por mais que esse pareça um dos reconhecimentos mais básicos que existam, é fato que faz apenas 75 anos que essa carta foi publicada - apenas 3 anos a mais do que a expectativa de vida atual de um homem, e 4 anos a menos do que a expectativa de vida de uma mulher. 

3.Pílula Anticoncepcional

Sabia que até a década de 1960, as mulheres não tinham ferramentas pra evitar uma gravidez, caso quisessem? Pois é, a pílula anticoncepcional foi criada e comercializada só a partir da década de 1960 - e você pode imaginar a revolução que foi uma mulher ter a opção de evitar engravidar quando, até então, muito da sua função na sociedade era atrelada ao fato de ter e cuidar dos filhos. 

4.Estatuto da Mulher Casada

Hoje em dia, você vê alguma mulher no Brasil pedindo permissão do marido para trabalhar? Salvo casos extremos de relacionamentos muito abusivos, isso é simplesmente impossível - e proibido por lei. Em 1967 foi aprovado o Estatuto da Mulher Casada, que permitia que mulheres casadas trabalhassem sem a necessidade de pedir autorização para o marido - também dava à elas o direito à herança e a possibilidade de manter a guarda dos filhos em caso de separação. Foi nesse ano também que a pílula anticoncepcional desembarcou por aqui, o que ajudou a estimular a conversa sobre a sexualidade feminina. 

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