
Ó, seu delegado, eu acho que isso aí foi fraude. Porque usaram meus dados para contratar isso daí. João Carlos Queiroz Barbosa, músico, que foi involuntariamente usado como laranja para esconder a origem do contratante do outdoor, em depoimento sobre o caso
Membro da Lava Jato que instalou outdoor exaltando a si próprio não será punido
Corregedora concluiu que prazo para a punição de Diogo Castor, que confessou a prática, prescreveu
Mesmo depois de confessar ter sido o autor do pagamento para a colocação de um outdoor que exaltava o grupo de procuradores da Lava Jato, inclusive ele próprio, o procurador Diogo Castor não será punido.
De acordo com o portal UOL, a corregedoria do Ministério Público Federal (MPF) concluiu que o prazo para punição pela propaganda prescreveu.
Diogo Castor pagou por um outdoor em que se lia: “Bem-vindo à República de Curitiba. Terra da Operação Lava Jato, a investigação que mudou o país. Aqui a lei se cumpre” e incluindo as imagens de diversos procuradores da força-tarefa.
O próprio Diogo Castor aparecia na imagem, feita em comemoração aos cinco anos da operação, completados em 2019.
A corregedora Elizeta Maria de Paiva Ramos concluiu que houve “falta de respeito à dignidade das funções do MPF e infringência ao princípio da impessoalidade.”
No entanto, nem mesmo a advertência escrita prevista para esse tipo de caso vai ser aplicada.
O prazo para isso se esgotou em abril de 2020.
A corregedoria demorou um ano para analisar o caso, que chegou lá em abril de 2019, um mês após a instalação do outdoor.
Em depoimento à corregedoria, Diogo Castor, que é autor de um livro sobre direito penal e impunidade no Brasil, afirmou que pagou para instalar o outdoor para “elogiar e levantar o moral do grupo de procuradores” que, segundo ele, “vinha sendo injustamente pressionado e atacado”.
PS do Viomundo: O livro chama-se O Amigo do Direito Penal.
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